Agentes penitenciários acham dois revólveres dentro de cadeia em Natal

Dois revólveres e pequenas porções de drogas foram encontrados na manhã desta segunda-feira (29) dentro das carceragens do Centro de Detenção Provisória do Potengi, na Zona Norte de Natal. A revista foi feita por gentes penitenciários da própria unidade e do Grupo de Operações Especiais (GOE) – unidade de elite da Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc).
De acordo com o secretário adjunto da Sejuc, Maiquel Anderson Cavalcante Mendes, as duas armas foram encontradas em celas diferentes. “Primeiro foi feita uma revista de rotina. Quando os agentes que trabalham no CDP acharam a primeira arma, pedimos o reforço do GOE. Na segunda varredura, mais minuciosa, foi encontrado o segundo revólver”, revelou.
Ainda segundo o adjunto, a Sejuc vai instaurar uma sindicância para apurar como as armas chegaram às celas. “Os revólveres e as drogas serão entregues à autoridade policial”, acrescentou.
Histórico preocupante
O CDP do Potengi tem um histórico preocupante. No dia 17 de janeiro do ano passado, por exemplo, um agente penitenciário e um policial militar foram baleados após um preso fingir estar passando mal dentro de uma das carceragens da unidade. Quando o agente e o PM abriram a cela para prestar socorro, um segundo detento sacou uma pistola calibre 380 e atirou.
Um dos agentes revidou atirando com balas de borracha. Em seguida, outro agente acabou rendido pelos presos, que o usaram como escudo humano. O agente baleado ficou ferido no braço. Já o PM, atingido no peito, estava usando colete à prova de balas.
Os dois presos fugiram. Eles foram identificados como Daniel Saulo de Queiroz Lourenço e Jangledson de Oliveira, que escaparam levando a arma do agente baleado, um revólver calibre 38. No momento da fuga, dois agentes penitenciários e dois PMs faziam a guarda do CDP.
Na época do ocorrido, a Secretaria de Justiça e da Cidadania instaurou procedimento para investigar se houve facilitação quanto à entrada da arma no CDP e afastou um agente penitenciário.
FONTE- G1 RN